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sábado, 24 de janeiro de 2009

Primeira linhagem de células-tronco de pluripotência induzida no país



Pesquisadores do Rio de Janeiro produziram a primeira linhagem de células-tronco de pluripotência induzida no país. Com isso, o Brasil entra para o seleto time de países que já desenvolveram tal técnica, ao lado a Alemanha, China e Estados Unidos e Japão.

"Cientistas cariocas produziram pela primeira vez no Brasil uma linhagem de células-tronco de pluripotência induzida. Conhecidas pela sigla iPS - “induced pluripotent stem cells”, em inglês -, elas são idênticas às cobiçadas células-tronco embrionárias, com a vantagem de que não necessitam de embriões para sua obtenção. Em vez disso, a pluripotência (capacidade para se transformar em qualquer tecido do organismo) é induzida “artificialmente” em uma célula adulta, por meio da reprogramação de seu DNA.

A técnica (…) não reduz a importância do estudo das células embrionárias “autênticas”, mas diminui a necessidade de destruir embriões para a produção de novas linhagens pluripotentes. Além de facilitar imensamente a produção de células-tronco oriundas dos próprios pacientes, já que não há limite no número de células adultas que podem ser reprogramadas nem é preciso passar pelas complicações técnicas (e éticas) de fabricar ou clonar um embrião para pesquisa."(fonte)

Para saber mais:



Escrito por Carlos Eduardo Bistão Nascimento

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Extração de células-tronco sem a destruição do embrião



Pesquisadores belgas divulgaram o sucesso na extração de células-tronco sem a destruição do embrião. Em geral, as células-tronco são extraídas no quinto dia do desenvolvimento do embrião, importando na sua destruição. Com esse novo método divulgado pela clínica de fertilidade da Universidade Ziekenhuis, de Bruxelas, as células-tronco são retiradas no segundo dia de desenvolvimento do embrião, o que permite que o embrião continue se desenvolvendo mesmo após a extração.

Esta medida faz com que, teoricamente, as pesquisas possam ser realizadas nos países em que se entende que a destruição do embrião equivale à destruição da vida. Entretanto, dissemos “teoricamente” pois resta-nos, ainda, uma questões de cunho ético que, embora de difícil superação, pode levar a conclusões opostas: qual é o momento em que a vida surge?

Embora o anúncido da universidade belga represente inegável avanço, devemos ter em conta, agora, algumas questões éticas: até que ponto vai o limite de tais pesquisas, tendo em vista os princípios básicos da vida humana? Até que ponto a modificação no método de extração das células-tronco, sem a destruição do embrião, deve ser eticamente aceita? Ou, ainda, o que acontecerá com o embrião que, embora não destruído, continuará com seu desenvolvimento?

A resposta a tais questões, por certo, não serão conclusivas; mas é somente a partir delas que poderemos estabelecer alguns consensos sobre a matéria.

Para saber mais:
Escrito por Carlos Eduardo Bistão Nascimento

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Primeira linhagem de células-tronco é produzida no Brasil



Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram produzir a primeira linhagem de células-tronco embrionárias humanas pluripotentes no país. Desde 1998 esse tipo de pesquisa tem obtido sucesso em outros países. Esta pesquisa brasileira teve início em 2006 mas, devido ao questionamento ocasionado pela ADIN n. 3510 (v. informativo n. 508/STF), somente agora concluiu-se a produção destas células pluripotentes.

Para saber mais:


Escrito por Carlos Eduardo Bistão Nascimento